Hoje acordei com a sua imagem na minha mente, sabe quando sonhamos e não queremos despertar? Foi mais ou menos assim! Sonhei com uma “despedida”, nós dois nos dias atuais se reencontrando, compartilhando momentos, planos para o futuro e finalmente nos beijando, nos amando.
Mais ao despertar, ficou a essência da realidade... Aquela amarga sensação de ter idealizado momentos que nunca existiram, talvez por isso lhe considere o meu primeiro e único amor. Já ouvi dizer que os platônicos amores são os mais difíceis de esquecer, e acabo por confirmar.
Senti saudades, quantas saudades... Mal reparei, já estava na busca louca da nostalgia: revendo fotos, relendo contos, tentando sem sucesso transportar as antigas sensações do labirinto transgressor chamado adolescência (quando te conheci). Afinal em que outra fase poderia eternizar uma paixão?
Nesse momento em minha mente, só ecoam as infinitas possibilidades e as eternas dúvidas do por que esse amor não ter vencido. É como ser despertado sem antes ter vivido o sonho.